Sobre memórias e uma irmã improvável

bring backbring backbring back my bonnie to meto me (1)Um dos melhores momentos da última semana pra mim foi um áudio no whatsapp. Minha irmã cantando uma musiquinha infantil em inglês. E, bem, ela tem mais de 30 aninhos.

Sequência de fatos: ontem eu pensei na minha irmã no meio da rua – mas tava sem bateria pra escrever pra ela na hora. Aí chego em casa, boto o celular pra carregar e, puf: ela me escreve. Essas coisas de sintonia, que pra gente é diferente: somos irmãs por parte de pai e praticamente nunca moramos na mesma casa (apenas por alguns meses). As pessoas olham pra gente e o último que imaginam é que somos irmãs. Mas nós somos. E por causa da vida, e das circunstâncias, construímos essa sintonia – diferente, mas igualmente forte.

E nossas memórias de irmãs também existem. Como essa música infantil toda em inglês, que sabemos a letra inteira e nem sabemos como aprendemos tudo em inglês sendo tão pequenas. Pra gente, uma rodinha de violão é bem mais que um luau de adolescentes. Nela tem uma pasta preta de música cheia de Caetano, Milton Nascimento, Almir Sater e Roupa Nova. Pra gente, os nostálgicos biscoitinhos da piraquê não podem ser comido em outra situação a não ser em uma viagem de ônibus. E, aliás, canja é a comida mais adequada pra quando se chega ao destino final. Somos PHD na arte de limpar camarão. E, não sei se ela se lembra, mas a gente também tem a nossa música. E é essa aqui:

E esse é o nosso comercial de TV:

Esse, é o quintal onde a gente brincava nos finais de ano. E os nossos queridos avós de quem sentimos e sentiremos tanta falta. Cantamos o abecedário da xuxa inteiro correndo nesse quintal em círculos, e está tudo registrado num VHS.

 

E essas somos nós.

bateria

Esses dias ela fez aniversário, e esse é meu jeito de dizer que, mesmo longe, estarei sempre enviando pensamentos positivos através desse nosso elo de sintonia que, contrariando muitas expectativas, se formou. 🙂

12 Curiosidades sobre a cultura diária argentina (por quem está imersa nela)

Tem coisa que só anos de Argentina te ensinam. Além disso, sou uma brasileira na Argentina que tem uma diferença em relação a outros brasileiros que também estão por aqui: estou inserida numa típica família argentina. Tenho amigos que vivem ou viveram aqui por muitos anos, mas quando comento algumas dessas coisas eles não conhecem. Están listos?

1. Bebidas diferentes

bebidasO Fernet é a clássica bebida argentina que, se você for numa festa de argentinos, com certeza vai provar. Mas tem outras bebidas típicas daqui que são pouco conhecidas pra gente: Gancia e Cinzano são duas bebidas alcólicas chamadas de “aperitivos”, que são servidas com soda antes de comer como um drink pra abrir o apetite (há quem diga que estão ultrapassadas). O Terma é uma bebida sem álcool, bem concentrada e servida com água – tem um gostinho de ervas, é como uma água saborizada bem natural e suave.

2. Banheiro sem chave

Minha mãe foi quem reparou nisso, e é verdade que em muitas casas o banheiro não tem chave. Perigo!

3. Aplausos
aplauso pal

Já comentei aqui que os argentinos aplaudem no cinema e no avião depois do pouso. Mas é costume também aplaudir o churrasqueiro – se diz “un aplauso pa’l asador!”, para dizer que o asado ta gostoso.

4. Suerte

Eles ADORAM falar isso. No Brasil o “boa sorte” é usado quando a gente quer realmente desejar sorte pra alguém em alguma situação especifica. Mas aqui, o sorte é como uma saudação de despedida.

-Bueno, nos vemos.
-Chau, suerte!

E no lugar de desejar o que seria “buena suerte”, às vezes eles falam “éxitos”! O que eu acho muito mais legal. Porque ter êxito em alguma coisa é muito melhor que ter sorte, né?

5. Bom apetite

Eu não lembro se no Brasil é tão comum as pessoas falarem bom apetite. Falam, mas não todos os dias do ano da sua vida inteira. Aqui a pessoa não pode te ver com um prato na mao – eles vão falar “buen provecho!” – seja onde for.

6. Termos polêmicos. Gorda, eu?

Essa é complicada. Eles tem uns apelidos carinhosos que pra gente são estranhos: gordo e gorda. É SUPER comum os casais se chamarem assim. Além disso, se você chamar uma pessoa de flaca / flaco, geralmente é com um pouco de desdém. E, POLÊMICA MAIOR DO MUNDO: Negro e Negra. Acontece de também usar o termo pra falar com amigos e conhecidos de maneira carinhosa, MAS infelizmente eles usam isso muitas vezes de maneira pejorativa – mas juram que não tem nada a ver com a cor. Normalmente é usado acompanhando por cabeça “sos um negro cabeza”, que significa que é uma pessoa ignorante e cafona, mais ou menos. Se aplica pra quando alguém faz merda achando graça, ou quando alguém tá endividado e mesmo assim compra o carro do ano… tem um significado bem abrangente, e não sei bem qual seria o equivalente em português. O que me contaram é que a expressão vem da época de uma forte migração interna nos anos 30 protagonizada pelos “cabecitas negras”, trabalhadores rurais que vieram pra capital e ganharam esse apelido nada carinhoso. Eles não eram negros (aqui não tem negros afro-descendentes, praticamente), mas sim tinham o cabelo escuro e a pele morena. Acho péssimo, continua sendo racista.

O último termo polemico: Viejo/vieja. Sabem quem eles chamam assim? OS PAIS. Seja a idade qual for. A gente ouve o tempo todo:

-Voy a la casa de mi vieja

-Hola vieja, estás em casa?

Minha mãe não aprovaria.

7. Estereótipos

Indo para 5 anos de Argentina, já me sinto profundamente influenciada pelo estereótipo argentino. E noto isso simplesmente porque me sinto bem com meu corpo. Eu piso no Brasil e me sinto estranha – porque mulher no Brasil é gostosona e tem cabelo liso / alisado. Eu sou super magrinha e tenho cabelo enrolado. Eles acham meu cabelo o máximo (talvez porque não seja comum), e o ideal de beleza aqui é mulher MAGRA. Não que isso seja legal, mas eu que sou magra naturalmente senti essa diferença na percepção que passei a ter do meu próprio corpo. Sei que a moda em geral usa essa imagem da mulher super magra, mas a mulher “das ruas” no Brasil é malhada: pernão e bundão. Cade o país onde ta tudo bem ser magra, malhada, gorda, etc.?

8. Cuidado ao pisar

Se chover, cuidado. Se os zeladores lavaram a calçada na frente dos prédios, cuidado também. Por um motivo que não consigo entender, em Buenos Aires eles usam um material PÉSSIMO pras calçadas, que quebram sempre ou ficam soltos, e um belo dia você tá andando e espirra água no seu pé e na sua roupa.

9. Anos 80 “a full”
cerati

Eles são super “ochentosos”. SUPER. As bandas dos anos 80 são até hoje as melhores e as que todo mundo escuta. A maioria das rádios toca MUITA música dos anos 80. E até os looks do pessoal na rua é meio anos 80.

10. Rivalidades

A nossa rivalidade com os Argentinos não é exatamente recíproca. Eles nos amam, são super curiosos, adoram musica brasileira e muitos conhecem mais o Brasil que eu. Faz mais sentido dizer que eles têm rivalidade com os ingleses (por Guerra das Malvinas reasons) ou com os chilenos – que não sei o motivo, mas eles realmente não se bicam.

11. Almoço de Domingo

pizzaAcho super estranho, até hoje, almoçar pizza no domingo. Ou empanada. Aliás, em qualquer dia. Pizza na minha cabeça é uma comida noturna! Pra vocês também? Aqui é uma atração digna de almoço de domingo. Tudo bem que a massa é caseira, feita pelas mãos abençoadas desses filhos de imigrantes. Mas, convenhamos, é muito mais bonito ver uma mesa de domingo cheia de coisas: arroz, feijão, salada, carne, farofa, maionese, etc etc etc.

12. Favor evitar

Se vocês acham que falar de política no brasil é complicado, vocês tão só começando. Aqui já é assim faz tempo. Sem entrar em detalhes: simplesmente não vale a pena. Se a frase tiver os nomes “Kirchner”, “Perón” ou “Menem” no meio… esteja preparado ou nem tente.

Leave meus cachos alone

Não escolhi um bom momento ou um bom lugar pra nascer com cachos. Na minha escola, as meninas bonitas tinham cabelo liso, eu tinha “cara de empregada doméstica”. Sim, escutei isso de um menino lindo e rico que fingia ser legal pra ganhar bala de graça. Empregada doméstica não pode ser bonita? Parece que não.

Vai fazer entrevista de trabalho? Vai numa festa? Quer impressionar? Precisa fazer escova.

E eu ainda dei sorte: sou branca e meu cacho é até bonito, não é pixaim. Pixaim não pode ser bonito? Parece que não.

Mas no Brasil, é assim. Provando vestido pra um casamento na costureira, ela diz: “e vai fazer o que com esse cabelo?” – sim, aparentemente ir num casamento com “esse” cabelo não pega bem. Se você faz um relaxamento pra “abrir os cachos”, não pode descuidar ou querer se livrar da química: “tá na hora de fazer essa raiz, né?”. Se você se inspirou vendo no instagram a foto daquela it girl cacheada com muito volume e definição, não adianta marcar sua melhor amiga dizendo que quer deixar a progressiva pra assumir os cachos – ela vai dar uma risadinha e mudar de assunto “ai amiga, não combina com você! rs”. Rs? Não tem ninguém rindo aqui.

Aí aparece uma blogueira. Aparece outra. E outras. E de repente o youtube, o instagram, o facebook estão invadidos por cachos – ondulados, crespos, platinados, ruivos, pixains, curtos, longos, volumosos e todos lindos. E muitas meninas estão fazendo o big-chop e se encontrando de verdade.

itcachos
Na ordem: @ninagabriellass, @nathaliebarros, @maahjulia, @yulibalzak, @saraholiveirab612, @lariirezende, @deboraluzoficial

Há 4 anos e meio saí do Brasil, e há 5 estou sem química no cabelo. Na Argentina quase não tem cacho. É a terra do cabelo liso, dos descendentes de italianos com seus cabelos lisos e pesado. Seria o inferno do complexo? A terra do bullying? Nada disso. É a terra onde as pessoas me param na rua pra elogiar meu cabelo. E acham maravilhoso eu aparecer numa festa com os cachos cheios, porque o diferente parece ser bem-vindo.

Há alguns meses fui ao Brasil e numa festa junina de uma paróquia me surpreendi: vi duas irmãs MARAVILHOSAS, negras, uma com um black MARAVILHOSO e outra com tranças PODEROSAS. Fiquei hipnotizada, comentei com quem estava comigo e me disseram “sim, elas são super estilosas, foram criadas assim”. Em outras palavras, elas foram empoderadas desde pequenas.

Mas sabe de uma coisa? Precisamos combinar um negocinho desde já, aproveitando que as coisas estão começando a mudar:

NOTALL WHO WANDERARE LOST (2)
Seja livre – e deixe que os outros sejam também. Se você escolheu cachos, não julgue quem não escolheu. A melhor parte disso tudo é que somos livres pra ter o cabelo que quisermos. Aceitar o cabelo que nasceu com a gente é maravilhoso – mas se você quer alisar, ou pintar de roxo, ou raspar a cabeça, tá tudo certo. Mesmo! 🙂

Crise profissional: quem nunca?

spring-laurel-_-be-braveTô querendo escrever esse post há, no mínimo, 1 ano. Mas naquela época, a frustração era muito grande pra conseguir transformar o sentimento em motivação. Há mais ou menos 9 meses, as coisas mudaram. Primeiro eu pensei: vou esperar passar um tempinho, os 3 meses de experiência pelo menos, pra não cantar vitória antes da hora. Depois disso, fiquei muito ocupada e acabei sempre deixando pra depois.

Hoje eu continuo ocupada, mas vim aqui. Porque alguém passando pelo que eu passei pode terminar vindo parar aqui. E vai que eu consigo ajudar? Vamos lá. Como o título indica, esse texto é sóbre trabalho. Sobre carreira e sobre encontrar o caminho e sobre a crise que, pra mim, foi inevitável. 

Sem saber direito porquê, estudei publicidade. Já vinha meio indecisa, abandonei jornalismo no comecinho, quis arquitetura, depois desenho industrial, e praticamente na fila do vestibular mudei de ideia. Sou mais uma pra confirmar: aos 18 anos, quase ninguém tem ideia do que quer fazer da vida. Na metade da faculdade me agarrei numa oportunidade de estagio e fui me dando “bem”. Trabalhei como redatora alguns anos, em agências pequenas e numa cidade pequena. Mas nunca amei o trabalho de criação em agência. Simplesmente isso: nunca amei, não tinha o tesão que via em meus colegas. Que não necessariamente amavam seus trabalhos, mas eles se identificavam e se sentiam a vontade ali. Eu não. Brainstorming coletivo, por exemplo, não é comigo. Gosto de ter minhas ideias quietinha no meu canto.

Aí que: decidi viajar, larguei tudo, fui embora. Falando “vou trabalhar de qualquer coisa, vou morar um tempo fora, fazer uns cursos, tô nem aí”. Luiza de hoje diz pra Luiza de ontem: para de besteira, fazendo o favor.

Em 2011 cheguei na Argentina e, depois de uns meses vivendo de economias, não tinha jeito: precisava trabalhar. E sem saber direito o que queria fazer, fui pra um trabalho que procurava alguém que falasse espanhol, português e inglês. Naquela época meu espanhol e meu inglês ainda estavam meio fracos, mas um trilingue é tão difícil que eles acabaram dando um desconto. Entrei. O trabalho? Não tinha nada a ver com publicidade. Nada de comerciais, nada de títulos, slogans, jingles, briefiengs. Um trabalho pra pagar as contas. Fui levando, até perceber que estava presa. Tinha deixado de lado “a busca” e me acomodei em um trabalho que não tinha nada a ver comigo. Me acomodei tanto, que fiquei boa. Fui promovida. Mudei de departamento. Fui reconhecida. Me destaquei. Fui hunteada. Mudei de trabalho, fui boa de novo. E aí pirei. Já não dava mais. Três anos se passaram e eu tava enlouquecendo, pensando que não poderia fazer aquilo por muito tempo mais, mas não conseguia olhar pra fora. A essa altura eu já tinha entendido que poderia fazer MIL COISAS dentro de comunicação e publicidade que não eram trabalhar na criação de uma agência. Mas aí, já tava mais velha. Meu currículo já tinha ficado estranho. Eu olhava pro meu currículo e pensava: eu jamais me contrataria. É praticamente um gap de 3 anos. Como eu tinha tanta certeza? Eu trabalhava como recrutadora. Tcham.

Quem vive nessas crises (e recrutadores em geral passam por muitas delas, já que é um trabalho um pouco estranho e, me arrisco a dizer, de transição) passa por dias bons, dias neutros e dias péssimos. Em dias péssimos eu chegava em casa arrasada. No trabalho, olhava pro computador e nada daquilo fazia sentido. Volto a dizer: eu era boa. Tinha um trabalho legal. Trabalhava numa empresa muito bacana. Meu salário não era ruim. Mas eu tava enlouquecendo. O que eu fiz? Google. O que resolve todos os problemas. “Conteúdo + português”. Conteúdo era uma área pela qual eu simpatizava muito. E só precisava achar uma vaga que precisava de mim, ou, melhor dizendo, do meu português. Fiz isso várias vezes. E um dia, ali estava ela: uma vaga pra mim. Vou citar as palavras chaves que saltaram na minha frente: conteúdo, web, televisão, séries, filmes, português. Do mesmo jeito que agarrei aquela oportunidade de estágio na faculdade, eu enviei um e-mail imediatamente com meu CV. Na mesma semana me chamaram. Fiz a melhor entrevista da minha vida – a base de muita reflexão e amadurecimento de como eu poderia transformar minha experiência aparentemente inútil em algo que me ajudaria muito. Arrasei. Mesmo. E entrei.

Há 9 meses, respiro aliviada. E cada vez que vejo nos corredores a recrutadora que me chamou, dou um abraço nela, querendo dizer “obrigada por ter acreditado no meu CV esquisito”. Não sei se eu vou fazer isso pro resto da minha vida, mas me vejo nisso por muitos e muitos anos. Encontrei uma fórmula que funcionou pra mim: um trabalho que precisava das minha habilidades. Todo mundo é bom em alguma coisa, e eu achei um trabalho que precisava justo dessas minhas coisas boas. Não tenho aquela  ilusão de amar loucamente o que faço – isso é para poucos. Um trabalho precisa, sim, pagar as contas. E precisa também motivar. E com isso, junto com uma boa dose de qualidade de vida, fico satisfeira.

E sabe o que é mais curioso? Aquele amadurecimento de transformar minha experiência em algo útil, não foi papinho de entrevista. É a mais pura verdade. Trabalhei em algo que não tinha nada a ver com nada, mas tive experiências muito valiosas. Tive chefes maravilhosos, companheiros incríveis – outros nem tanto, mas que tiveram seu papel na história toda. Pisei em multinacionais pela primeira vez, melhorei HORRORES meu nível de inglês quando me vi tendo que fazer apresentações em inglês numa conferência telefônica – e, mais que isso, ganhando um concurso de apresentações da equipe. Me pergunto às vezes se eu estaria preparada pro meu trabalho de hoje se não fosse por tudo isso. E na maioria dessas vezes me respondo: acho que não.

Ah, a vida. Essa danadinha.

Luiza, volte.

tacoEis um daqueles dias em que eu penso: preciso escrever. E pra não ficar pensando muito, aqui estou eu: escrevendo.

Ontem passei um tempo lendo minhas coisas antigas e ó, a vida mudou. Mudou pra caramba. Até o fato de não escrever mais tanto (ou simplesmente escrever) tem a ver com tudo o que a vida mudou. Por mais que minhas inspirações pra escrever já não sejam as mesmas, escrever é uma das coisas que eu não gostaria de perder nunca. Mas estou perdendo. Então, venho pedir licença pra escrever qualquer coisa, até encontrar minha inspiração de novo. Sei que vou ser vazia às vezes, sei que os textos não vão ter a sacada. Atenção, defeito detectado: eu não deveria estar pedindo licença pra nada. Esse é o meu blog, não é? É, essa sou eu – pedindo desculpas / licença quando não deve.
Pra fazer valer esse texto, vou enumerar algumas coisas que mudaram nos últimos tempos. A cidade. O país. A vida amorosa (que passou de uma vida amorosa pra simplesmente um amor). O trabalho. As prioridades. Os amigos. Os gostos. Os conceitos. A paciência.

Será que eu virei adulta? Ai meu Deus.