Argentinices

3 anos e meio de Argentina depois, era de se esperar que eu incorporasse algumas coisas. Não chego ao ponto de falar boludo / boluda a cada 5 palavras, mas em muitas coisas já me sinto local.

Valorizar um lindo dia
A previsão do tempo de manhã é uma verdadeira atração. E é muito sério, a ponto do carinha jurar que você não precisa sair com o “paráguas” hoje, mas te recomenda levar um casaquinho. Se o dia está nublado, todo mundo passa o dia lamentado (e muito). Mas se o dia está lindo.. AH, QUE LINDO DÍA! Não tem um que não preste atenção no céu azul e não faça algum comentário feliz. E se for fim de semana, todo mundo corre pra algum parque pra jogar conversa fora.

Parque las Heras
Parque las Heras

Aplaudir no cinema

Oi? Não faz muito sentido, eu pensava. Tão aplaudindo quem? Não importa. Se o filme é bom, se agradou, tem aplausos. Não aplaudo sempre porque meio que me dá uma vergonhazinha (é meio ridículo no final das contas), mas se tiver o Darin já tem 80% de chances. E mais: tem gente que aplaude também o pouso do avião O.o

Nem tanto, né?

Fazer fila pra pegar ônibus
Nada mais justo nessa vida. Devia ser hábito no mundo inteiro. Aqui essa fila é coisa séria, e se furar pode rolar barraco e confusão. O único problema é que se o ônibus demorar muito a fila pode terminar dobrando a esquina – e complica nos pontos onde param mais de um ônibus. E também quando chove, ficam uns 3 na casinha do ponto e o resto na chuva.

Ter reserva de moeda
Antes, só dava pegar ônibus com moeda. Não tem trocador, mas sim uma máquina que só aceita moeda – e às vezes falha pra dar troco. Depois inventaram o cartão (Sube) que você usa nos ônibus e no metrô, mas o hábito de ter uma reserva de moedas pra uma emergência nunca (me) abandonou. Vai que eu fico sem crédito na Sube? E além disso, com a Sube a passagem sai a partir de 3 pesos (depende da distância que você vai percorrer). E com moeda, são 6 pesos! Ter 6 pesos em moeda não é algo que acontece o tempo todo, então sempre costumo ter uma reservinha. Mas antes de usa-las, vale apelar pra boa vontade alheia de quem tá na fila com você: “no me podes pagar con tu sube y te doy la plata?”  

Quase ouro

Menos sal, mais doce
A comida “deles” tem menos sal, todo mundo cozinha com pouco sal e tá tudo certo. Mas a grande diferença é que “eles” comem MUITO doce. No café da manhã tem bolo, biscoito doce, medialuna. No café da tarde também. É muito comum as empresas terem medialunas às sexta-feiras. Aqui onde eu trabalho, começaram a comprar às quartas medialunas e às sextas CHURROS. CHURROS COM DOCE DE LEITE, BANHADO EM CHOCOLATE. PRO CAFÉ DA MANHA. Por que eu escrevi “eles” entre aspas? Porque.. eu.. acho que sou quase um deles. Não deixo de comer minha cream cracker com manteiga em casa, mas quando chego no trabalho tomo um segundo café da manhã com três lindas medialunas 🙂

 

E pra terminar, um hábito deles (agora sem aspas) que não consigo me acostumar:

Dar beijos em todo mundo o tempo todo
Que.necessidade.minha.gente?! Nas empresas isso é mortal, porque tem gente que todo santo dia chega e vai beijar tooodo mundo – se são 3 pessoas da sua equipe beleza, mas se são 30 FICA COMPLICADO. Desconfio que fico com fama de antipática e/ou antisocial. Eu juro que tento nos primeiro dias, e juro que não ligo quando as pessoas vem me beijar, mas tenho MUITA preguiça de dar a volta olimpica beijando tudo e todos.

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