Por las calles: el café

Perto do meu trabalho tem um café/botequinho. Um dia passei na frente e só tinha senhores-cabeça-branca batendo papo, música tocando, todas as cadeiras viradas pra rua e um cachorro la dentro, também observando o movimento. Ontem passei, tava fechado mas aceso; o senhorzinho la dentro limpando, escutando AND cantando bem alto Tarde em Itapuā. Mais tarde passei, tava fechado, cortinas fechadas, mas lá dentro tava bombando Jonny Cash, mas alto ainda que os outros dias.

Agora, sempre que saio do trabalho faço questão de ir pro lado da calçada do café pra ver o que ele tá ouvindo. Sempre acho estranho que às 18h, sendo um café, ele tá fechado. Mas não parece importar muito. É a hora da limpeza e da diversão. Já escutei Skank, Fernanda Abreu cantando Chico Buarque, e sempre escuto a ele, que canta bem alto junto com a música.

Nunca entrei. Vai que ele atende mal, que o café a ruim, que a medialuna é dura. Prefiro conservar só essa impressão do senhor com uma tatuagem tribal, que decidiu abriu um cafê numa portinha em Belgrano, fechar às 18h, escutar música brasileira e ser feliz.

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One thought on “Por las calles: el café

  1. Tiago Bezerra Setembro 16, 2014 / 12:26 pm

    Queria poder manter essas boas impressões sobre muitas coisas. O problema é a curiosidade de sentar, respirar fundo e pedir um café que, muitas vezes, vem sem açúcar.

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