Influências

Nunca gostei de Engenheiros do Havaí. Ou do Humberto Gessinger.
Aí em 2000 e alguma coisa saiu o cd acústico. E como eu gosto de quase todas as versões acústicas, de qualquer coisa (tipo Korn, que eu só conheci esse cd na vida), acabei gostando. Fui até em show.

Ano passado minha mãe me falou do Pouca Vogal, um projeto do Humberto com o Duca Leindecker, vocalista do Cidadão Quem. Achei legal, mas não dei tanta bola. Esses dias baixei o cd ao vivo em Porto Alegre e pronto, não consigo parar de ouvir.

Minha mãe, aliás, me fez também ficar obcecada com Physical Graffiti do Led Zepelin quando tinha 13 anos. E também com o Jonny Lang, um carinha que toca blues e tinha só 16 anos quando lançou o primeiro cd. Nesse caso a obsessão foi tanta que o nome do meu primeiro carro foi Jonnny Lang. Sim, a rádio preferida da minha mãe é a Kiss.

Por outro lado, meu pai além de gostar de tudo isso, gosta praticamente de tudo o que bom de outros estilos musicais. Reggae, mpb, samba, soul.

O resultado foi eu ter um gosto músical, digamos, variado.

Minha trilha sonora da semana.

Só um blog

Ando falhando com a promessa de me dedicar mais ao blog, eu sei. Desculpas a parte, voltei, com a tentativa de ser verborrágica e postar o que der na telha, deixando o editor do blog aberto sempre pra facilitar. Se isso é bom ou ruim não sei, mas pra minha necessidade de registrar o que passa pela minha cabeça espero que seja ótimo. A ideia é me liberar um pouco da obrigação e do texto “com algum objetivo”. Isso é apenas um blog pessoal sem nenhuma pretensão. Sim, toda essa justificação toda é pra mim mesma 🙂

A imagem é só pra fazer o post ficar lindo.

Malvada

bull

Tô nuns dias difíceis. Azeda, amarga, crítica e chatinha.

Vejo fotos ou postagens de amigas antigas que não vejo há muito tempo, e acho tudo estranho. Valores estranhos, uma vida estranha, coisas desnecessárias.
Vejo uns extremos e acho insuportável. Como a fulaninha que se acha o último alfajor do kiosco, super importante, super tendência, super invejável. Em partes é porque eu sou meio que difícil de me achar qualquer coisa, e quando vejo isso me dá um pouco de aversão.
Fico com vontade de distribuir verdades (as minhas, claro), de rir, debochar e ir embora. Mas só fico quietinha, porque já vai passar e já vou voltar a ser boa.

Tanto drama que até comecei a fazer aulas de tango.

Sobre livros e energia perdida

Ano passado, quando voltei com o blog, tinha dois livros pendentes pra terminar de ler.
Um deles dei como terminado (na metade). Em algum lugar li (e concordei) que deixar as coisas pendentes assim é uma perda de energia gigantesca (to nessas). Não preciso terminar, mas é preciso assumir que não vou continuar. O outro ainda tô em processo de desistência, porque é em inglês e seria bom pra praticar, então me sinto mal em abandonar. Logo, continuo perdendo energias.

Aí que no meio disso tudo, comecei e terminei outros dois livros. Opa!
Um deles eu ganhei há um tempo (bastante) e nunca tinha lido.

E o outro.. ah, o outro. Orgulho e Preconceito, o livro que deu origem ao filme que eu nunca tive paciência pra ver. Sempre via passando na TV mas nunca dava bola. Mas encontrei o livro dando sopa na casa da minha mãe e resolvi dar uma chance.

Passei uma semana sonhando com Elizabeth e Mr. Darcy, e imaginando viver naquela época.

Apenas obrigada, Jane Austen.

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De vuelta

Um dia, numa aula de fotografia com um professor Chileno, escutei ele dizer que ao fotografar uma vizinha espanhola pôde retratar bem a típica síndrome do imigrante: de saber que não está em casa, mas que ao visitar o país de origem também não sente que pertecence àquele lugar.

Normalmente é exatamente assim que me sinto, e que percebo que se sentem também meus amigos brasileiros “aporteñados”. A gente sente saudades todo santo dia. Tudo nos lembra que não somos daqui, e isso acaba fazendo parte da nossa identidade.

Por outro lado, ir para o Brasil é sempre estranho. Ver a família e os amigos é lindo, comer a comida é maravilhoso e reconhecer a essência do brasileiro a cada esquina, mais ainda. Mas fica aquele negócio que a gente não sabe o que é, entalado na garganta. Parecida com a sensação de visitar os pais depois de anos de ter saído de casa. É minha casa, mas já não é mais.

E assim continua, num looping sem fim.

Isso tudo pra dizer que estive uma semana fora, pendurada no pescoço da mamãe. Vendo antigas (bem antigas) amigas, andando pelas ruas familiares mas já desconhecidas, observando com carinho as casas de vila típicas de Campinas e comendo toda comida que meu corpo pudesse aguentar.

Mas foi lá no avião, já chegando em Buenos Aires, que meu coração bateu forte. Vi a cidade toda iluminada (ironias em tempos de apagão), o estádio do River imponente, e senti que estava chegando em casa. Saí do avião e a capital me recebeu com seu bafo quente que só ela sabe ter. E corri pros braços de quem faz eu me sentir em casa em qualquer lugar.

Feliz año nuevo = )

fin año